Se fores

2010 February 4
Posted by Diogo Ferrinho

Plantas sem flores são apenas pretextos para esperar pela Primavera,
em que todos os dias são dias para crescer.
Em que todas as vertentes nos podem levar até ao ponto principal.
Por isso, enquanto nos mantivermos aqui,
a culpa não será da terra infértil, nem de outros pretextos
que podem até nos fazer rir.
Mas enquanto eu sentir apenas e só isto, estou seguro,
não pode ser perigoso.
Podes partir quando o vento mudar,
que eu fico feliz à espera da Primavera.

Desordens Universais

2010 February 3
Posted by Diogo Ferrinho

Ter todas as hipóteses signigica que passos limitantes,
são somente inacessibilidades constructivas nas matérias mais densas das dúvidas.
Quer isto dizer, que com todas as alternativas,
nunca poderia haver uma única que se propusesse a não ser uma alternativa.
Sem intuito de não ser, simplesmente.
Agora que tudo é possível, não podem haver interlocutores a moderarem
a qualidade dos desempenhos,bons ou nem por isso,
talhados ao individualismo.
E começa assim. Primeiro com episódios ambiguos fisiológicos,
mal-estar e até desconforto.
Passa para esse apêndice translocado ao real, na existência dele mesmo,
sem qualquer utilidade.
Para se esgueirar depois por uma qualquer brecha
abrindo sem querer o mundo interior por inteiro.
Para poderem depois começar a entrar todas as possibilidades.
Porque na vida, tudo é simplesmente possível.

Sátiras: Paraíso adormecido

2010 February 1
Posted by Diogo Ferrinho
Sem contar com as passagens mais bíblicas, nós na Grande Queda,
e outras tamanhas profecias erróneas, que deliberadamente nos levaram ao Pecado,
o que sobra das desculpas mais ornamentadas quando deitados nos destroços
os sonhos deixaram de fazer sentido?
Preparados são os homens que com armaduras e muito treino,
conseguem enfrentar tempestade de pedra e fogo, e o armaguendão sem temer perder
tudo aquilo que deixaram para trás.
Por perceber que a pele é uma armadura tão frágil,
não faz sentido que nús, possam mascarar a fraqueza da integridade
momentâneo e para o mundo inteiro, em flashes que fazem entristecer.
Já não sobram ideais nenhuns, mesmo depois das passagens mais doces ou mais justas.
Cedo acorda-se das cinzas e por tudo e por nada, os motivos mais religiosos,
mais políticos, mais humanos ou mais económicos,
são só motivos estéreis,
porque as pessoas reais, na vida real apercebem-se.
Que as maçãs proibidas, não podem culpar um mundo inteiro,
mesmo em Directo.

Paradigmas

2010 January 31
Posted by Diogo Ferrinho

Façam fila e um a um, atirem-se sem olhar para trás
já que plenitudes ficaram a dever aos dias que passaram,
molhos de sentimentos que prometeram que ficavam.
Depuração de todos os momentos de mãos dadas
artimanhas de conjucturas a dois que nunca resultam,
e todos esses crimes à minha complacência, são hoje meros casos,
de pessoas estranhas que entram, passam e saem pela mesmo porta.
Por isso, façam fila, sem grande confusão,
atirem-se ou simplesmente deixem-se cair. Esmoreçam.
Porque o céu tem mais estrelas que aquelas brilham aos olhos,
e quer tudo isso dizer que ultimamente,
são mais aquelas coisas que ‘não são’,
que me têm garantido mais felicidade.
Podia estar Eu então, num estado transcendente,
já que isto só indicava que se irrealidades me faziam feliz,
eu a viver em Mundo de Sonhos, dificilmente chegava a lado algum.
Se então eu obedeço a essa inconsciência,
tão inconstante como o meu Ser, a querer e a deitar fora,
a tentar e acertar.
Mascarar deliberadamente coisas importantes,
etiquetadas de prazos de validade tão ultrapassados,
sou Eu a enfaixar os meus desejos mais íntimos,
a usar as mais belas carapaças.
Sou eu a não ser. Porque as coisas que não são,
são aquelas que…

Paixão Interior

2010 January 26
Posted by Diogo Ferrinho

Deixar-me assim ser Eu,
autêntico e desblindado aos gestos mais sublimes
que começam na força até á cinética da ponta dos dedos.
Este posso ser mesmo Eu, real a deixar-me encontrar
os espaços mais escondidos de mim.
A ser para dançar.
Para chegar à essência, que não subsiste se eu não o fizer.
Para eu chamar por dentro a força
e afugentar os meus medos mais imaturos.
Este sou Eu, a quebrar os meus próprios limites.
A impôr um rigor e a fazer tão bem tudo o que posso fazer,
quando me chamo para ser.
Só posso dançar.
E danço. No silêncio porque o meu coração,
conheço tão bem o ritmo desta música.
Danço.

Cubos com quadrados

2010 January 24
Posted by Diogo Ferrinho

Peças uniformes limitam-se ao encaixe perfeito.
A simplicidade do olhar não consegue alcançar mais fundo
as imperfeições escondidas. Para que não fujamos um do outro.
Por isso, rapidamente se voltatizam no tecto do quarto
os projectos irredutíveis do ser. Para que malhas e complicações
não asfixiem sobretudo pelas palavras mais pesadas.
De veludo a pele desliza na pele,
envolto em todo o Teu, sublime na imensidão
de corações que saltam e bafo que exala tamanhas vontades.
Uniformes para sermos só isso.
Encaixáveis.
A complicação do possível é maior que o real.
Quando se-é, é-se simplesmente.
Nas possibilidades pode ser ser todo o possível,
concreto ou inconcreto.
Sei que sabes que esse posso ser Eu.
No real, sentido abstracto cheio de malhas e imperfeições.
Tapado com lençóis para não me veres.
Tapado para todas as minhas arestas serem uniformes
e, circunscritas às tuas.
E na perfeita simetria do teu peito eu encontro
outros compartimentos que não me atrevo sequer a explorar.
Acordei e senti-me imperfeito para merecê-lo.

Ciclos

2010 January 23
Posted by Diogo Ferrinho

Inconstâncias só servem para trazer outros bocados
dos que que ficam perdidos e à mercê dos dedos soturnos,
a dedalhar pormenores que já foram importantes.
Porque o outrora, não chega para contemplar
visões resplandecentes dos mundos encaixotados no meu coração.

Deixar-te entrar envolvia mais do que uma porta aberta.
Na realidade somos dois mundos tão distantes. Vénus com Plutão
à procura de uma órbita conjunta, quantos níveis de gravidade
seriam necessários para a atracção não nos enviar para fora da elipse
para um infinito remoto?

Inconstâncias são pratos servidos bem gelados.
São gotas de ácido em cima da pele nua.
Inconstâncias são meras inseguranças,
doces e estridentes, que forço a ignorar ao pensar tudo ao contrário.
Inconstâncias são todos os momentos em que de uma maneira ou de outra,
não é o teu coração que me aquece.
É o meu, a dizer as coisas certas.
Á pessoa errada.

Fim

2010 January 2
Posted by Diogo Ferrinho

Pelo coração.
Pelos braços sem jeito de abraçar de volta.
Pelos sorrisos, as ansias as preocupações.
Pelo medo.
Por todos aqueles que não ficaram.
Pelos que me magoaram.
Pelos amigos.
Pelos dias mais tristes.
Pela chuva.
Pelas mãos.
Pelo alcance.
Pelas quedas e enlaces.
Pelo Amor e pelo ódio.
Pela raiva.
Pela plenitude e pela frustração.
Pela família.
Pelas viagens.
Pelos horizontes.
Pela Lua.
Pelo inverno.
Pelas palavras e pelos poemas.
Pelas metáforas.
Pelos rótulos.
Pelas lágrimas.
Pelo sucesso e pelas más notas.
Pela beleza.
Pelas noites sem dormir.
Pela felicidade.
Por mais e por nada.
Pelo caminho.
Pelo sexo.
Pelo físico.
Pela riqueza e pela futilidade.
Por ti e por mim.
Pela música.
Pela pele arrepiada.
Pelos inimigos.
Pelas desilusões.
Pelas tentativas.
Por todos que sabem e os que não sabem.
Pelo mundo.
Pelo ar.
Pela crise.
Por sempre e por nunca.

Porque sim.

Hyperbola

2009 December 26
Posted by Diogo Ferrinho

Spend all the time waiting for the right answers,
knowing right, might never be enough to satisfy the need
of those reasons that actually, would make me smile.
As those reflexions of pictures on my life start to fade
I needed to lay down and remember the exact point that lead me here.

Sometimes I’m afraid.
So tired of acting as a straight line, not get the good feeling - said - 
just the right one, in the right moment.
When sometimes all I needed was that arms around me.
Other times, I’m just scared.
You might not come along with your heart, and I might be here,
just waiting all along the as seasons blooms and fades.

But I need to feel.
I want to fall, but stil do it all.
I want to scream and dont spare any piece of my heart wanting more,
needing more and asking more.
But still, straight as a line - carry one.

After all, all I need is just the time.
To let go, scavengers of my past.
Time to re-invent all the seasons, one by one.
You know, I’m still here, waiting.
For you to come in and fill me like a dry aquarium.
Waiting for life.

Straight as a line, but this will be my first loop!
Because I might be falling for you
And makes me feel so alive. I’m alive.

Stand here

2009 December 20
Posted by Diogo Ferrinho

Light my fire beneath my arms,
in between your strong chest craving for my love,
let me feel your eyes, your hands answering my unknown question.
Let us live in your bed, forever.
We could raise something important underneath this sheets.
Suddenly, I’m not brand new anymore.
Those arms won’t protect me anymore as words convince myself
that needles are made to hurt.
As hearts can leave the bed.