Nós
2007 December 3
Sempre reflectiste as tonalidades douradas do chá.
Nas ideias. Nas maneiras de pegar na chávena.
E contavas-me que eu te contava coisas, antes de te contar coisa alguma. Conheces-me bem.
Melhor que ninguém.
E eu sei. A tantas latitudes de mim, estás aqui, no vapor do meu chá.
Feito de dias de Inverno, melodramas para rirmos alto.
Há coisas que não esqueço.
Não esqueço porque contigo, as coisas podem ter sentidos reais, voláteis ás vezes.
Mas reais.
Deixo depor as flores de açúcar na água a ferver, lembro-me, aquecendo as mãos no bico do fogão.
Tenho tanto espaço de memórias nossas.
Ainda mais espaço para enchê-las de outras tantas novas.
Volta depressa.
Nas ideias. Nas maneiras de pegar na chávena.
E contavas-me que eu te contava coisas, antes de te contar coisa alguma. Conheces-me bem.
Melhor que ninguém.
E eu sei. A tantas latitudes de mim, estás aqui, no vapor do meu chá.
Feito de dias de Inverno, melodramas para rirmos alto.
Há coisas que não esqueço.
Não esqueço porque contigo, as coisas podem ter sentidos reais, voláteis ás vezes.
Mas reais.
Deixo depor as flores de açúcar na água a ferver, lembro-me, aquecendo as mãos no bico do fogão.
Tenho tanto espaço de memórias nossas.
Ainda mais espaço para enchê-las de outras tantas novas.
Volta depressa.
Gostei muito deste
Nali