Quase
2008 April 30
Enquanto a linha descontínua na estrada, me parecia, contínua.
Nós, separavamo-nos.
Primeiro pelas mãos.
Depois pelas palavras. E depois abdicavamos de todos os pensamentos.
Nós, separavamo-nos.
Primeiro pelas mãos.
Depois pelas palavras. E depois abdicavamos de todos os pensamentos.
Eu quase que conseguia. Quase.
Deixar-te ir embora de todos os caprichos e estados febris que começavam com as minhas discussões.
E eu quase que deixava. Quase.
Que me tocasses por dentro e chegasses ao interior.
Enquanto não estiveste por perto, houve algumas coisas que mudaram.
Outras, tal e qual. Sabes?
De todas as coisas mais importantes (ou simplesmente as mais curiosas),
começam com estradas cheias de carros,
uma passadeira.
Tu e Eu.
Tu percebes, eu sei.
E no entanto, chegamos apenas ao Quase.
Quase.
Estivemos quase.