Ciclos

2008 May 12
Posted by Diogo Ferrinho
Entorno o líquido que escorre
para baixo dos sapatos envernizados dos presidentes
que têm mares com nomes
de coisas
que são importante como o autocarro
andar depressa para eu olhar no espelho tremido
as ridículas marcas
que ficam a semear no teu jardim.

Encontrava-te na varanda
com o ferro forjado, talhado
nas metáforas que se escondem no teu peito que sobe
entre os compassos
e fragmentaste os rios
com braços e pernas que cozinham no forno
das pessoas com bigode
que têm um líquido que sai
a espumar e que
volta
ao
meu copo.

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