Oceanos
2009 July 28
Adeus, depois das mãos atadas sob pena de não compreender
que nós, são só emaranhados de cordas esquecidas
e sem respostas aos ‘porquês e aquis’ que não dissolvem
essa sensação de impotência.
‘Não leves isto pessoalmente!’ quando ele achava que,
impessoal eram só desculpas esfarrapadas que nos deixam á deriva nas ondas.
Tudo só para eu virar as costas e ter de nadar de volta até ao meu cais.
Quando me apercebi do cansaço nos braços,
no peito,
nas pernas,
percebi que era altura de ficar aqui no cais seguro,
para compreender o que realmente fazia com que o oceano
às vezes tivesse ondas tão destruidoras.